quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OS CINCO SINOS

Os cinco sinos
"Até bolhas de sabão vão mais longe quando se adaptam aos ventos das mudanças."
ERA uma vez um hotel chamado estrela de prata. O hoteleiro não conseguia fazer a receita cobrir as despesas, embora se esforçasse ao máximo para atrair hóspedes oferecendo um hotel confortável, um serviço cordial e preços razoáveis. Por isto, desesperado, foi consultar um sábio.
-- É muito simples. Você deve mudar o nome do hotel.
-- Impossível, -- retrucou o hoteleiro. -- Há gerações ele é Estrela de Prata, assim é conhecido em todo o país.
-- Não, -- disse o sábio com firmeza. -- Agora você deve chamá-lo de Cinco Sinos e, na entrada, colocar uma fileira de seis sinos.
-- Seis sinos? Isso é absurdo! De que adiantaria?
-- Experimente e verá, -- recomendou o sábio com um sorriso.
Então, o hoteleiro experimentou, e eis o que viu: cada viajante que passava pelo hotel fazia questão de entrar para apontar o erro, acreditando que ninguém o notara. Uma vez lá dentro, impressionavam-se com a cordialidade dos serviços e ficavam para repousar, propiciando ao hoteleiro, desse modo, rendimentos que ele não conseguira por tanto tempo.
Às vezes, o esforço, a persistência e a insistência não são suficientes para levar-nos ao objetivo almejado. É preciso mudar. Mudar conceitos, a forma de pensar, a forma de agir. Mudar o caminho traçado.



Marcio Kühne

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